sexta-feira, 25 de março de 2011

Com os olhos fechados, estava deitada com as mãos por d'baixo do meu travesseiro, sentindo um ruído, era o barulho da chuva. Estava frio lá fora, e tão quente na minha cama, porém estava sozinha, como sempre me encontro todos os dias da minha vida. Cheguei a pensar que ficar só, sem ninguém pra conviver, sem ninguém pra perturbar, sem ninguém pedindo pra fazer tal coisa, sem ninguém pra mim ter que dever sastifações. No começo, achei bom, me senti livre como se  não devesse nada a ninguém, senti como se o mundo e todos os homens estivessem ao redor de mim. Que tola eu fui, onde estava com a cabeça que cheguei a pensar assim? Agora veio na minha cabeça pra me perturbar momentos de quando era primavera, acordava com uma buque de flores em cima da cama, e uma linda cesta de café da manhã, onde havia um bilhete do meu amado, dizendo que não queria me acordar porque eu estava linda dormindo, que não podia estar comigo no momento porque tinha coisas do trabalho para organizar. Dai agora olho pra mim mesma, olho pra cama, vejo que não tem mais flores e nem cestas de café da manhã, mais também não tenho meu amado, e afinal, qual momento eu o tive? Então depois de tanto pensar e imaginar, eu abro meus olhos e vejo que muita coisa muda, mais não referente a homem e amor, porque esses ambos eu nunca tive. E agora que eu vim perceber isso? Agora que eu vim sentir falta? Agora posso dizer, mulher é um ser complicado. Acho que nasci pra ficar sozinha mesmo..

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